Porque Os Adventistas Não Comem Carne De Porco?

Porque Os Adventistas Não Comem Carne De Porco

Porque Adventista não comer carne de porco?

Presidente da Igreja Adventista promove vegetarianismo O presidente da Igreja Adventista, Ted N.C. Wilson, promoveu o valor do vegetarianismo num sermão de sábado, ao encerrar uma conferência sobre saúde de uma semana, em Genebra, na Suíça, e expressou desapontamento por algumas pessoas compararem a ênfase da Igreja num regime alimentar à base de plantas com fanatismo.

Ele também encorajou o público de 1.150 líderes e profissionais de saúde adventistas do sétimo dia de 81 países a compartilharem corajosamente as práticas de saúde centradas em Jesus que haviam aprendido na Conferência Global sobre Saúde e Estilo de Vida, mesmo que enfrentem a oposição em suas igrejas de origem.

Wilson, que comparou a energia requerida de adventistas ao alto metabolismo de um beija-flor, disse que estava familiarizado com desânimo e o melhor recurso foi depender de Jesus. “Espero que saiam deste lugar cheios de desejo intenso de Deus, como o beija-flor, e que cuidem no que fazem, para serem equilibrados, mas proclamando a palavra preciosa de Deus”, disse ele.

A conferência, organizada pelo departamento de Ministérios de Saúde da Igreja a nível mundial, contou com apresentações de base científica dos principais profissionais de saúde globais que mostraram que a melhor salvaguarda contra assassinos prematuros como o câncer, doenças cardíacas e diabetes é um estilo de vida saudável com uma alimenetação vegetariana e exercícios regulares.

O objetivo da conferência é, em última instância, abrir centros de saúde comunitários com programas que ofereçam uma combinação de bem-estar físico e espiritual em cada igreja adventista modelada segundo Cristo. Os programas podem incluir cursos de controle de stress, aulas de boa forma, e o Respire Livre-2, uma iniciativa para cessação do fumar divulgada na conferência.

Pratique o que ensina Em seu sermão de 12 de julho, Wilson voltou a um tema que havia dominado a conferência: Os participantes devem aplicar o que estavam aprendendo a suas próprias vidas, a fim de compartilhar isso mais eficazmente com os outros. “Estilo de vida deve ser modelado”, disse ele. “Evitem estilos de vida prejudiciais.

Mostrem o amor de Cristo em tudo o que fazem”.

Wilson acrescentou: “Quero dizer que me sinto triste quando ouço falar de lugares onde se pensa que porque você fala sobre vida saudável, é um fanático; se você fala sobre o serviço do santuário e sua integridade, e da justiça de Jesus, você é algum tipo de charlatão; se falar que Jesus em breve voltará, você é um alarmista; se fala sobre a promoção dos valores da Bíblia e do Espírito de Profecia, você pertence a outro século.”Quero lhes dizer, irmãos e irmãs: Os princípios da Palavra de Deus e do Espírito de Profecia são tão atuais hoje quanto eram quando foram escritos”, disse ele, obtendo vigorosos “améns” da plateia.Wilson prefaciou suas considerações dizendo que tinha passado horas de regozijo e orado com os participantes da conferência durante a semana passada, mas tinha ficado perturbado com algumas das coisas que haviam compartilhado.Wilson então voltou sua atenção para o que os adventistas comem.

“Nancy e eu temo sido vegetarianos por toda a vida”, contou, referindo-se a sua esposa, que estava no corredor. “Isso não significa que estou mais perto do Reino de Deus do que a pessoa que está comendo carne”, acrescentou. “Significa, simplesmente, que estou tentando seguir as leis de saúde de Deus para que os lobos frontais e as terminações nervosas delicadas possam receber as impressões do Espírito Santo de uma forma maravilhosa”.

A Igreja Adventista não tem proibição de comer carne com exceção da carne de porco, camarão e outras carnes designadas como impuras no livro de Levítico. Estudos sugerem que quase metade dos norte-americanos adventistas são vegetarianos, mas muitos crentes em outras partes do mundo, como na América do Sul e na antiga União Soviética, comem carne, e alguns têm resolutamente resistido a mudança.

Apresentadores na conferência de Genebra ofereceram uma abundância de evidências científicas sugerindo que os vegetarianos vivem vidas mais longas, mais saudáveis​​. Também indicaram que uma pessoa saudável tende a ser mais receptiva às questões espirituais do que uma pessoa que está distraída ou entorpecida pelo cansaço ou doença.

  • Quero encorajá-los a lerem algo disso e a orarem sobre isso e ver como o Senhor lhe impressiona em termos de seu estilo de vida: o que come, o que vê, o que lê, o que faz.
  • E eu tenho que fazer o mesmo”, disse ele.
  • De fato, White escreveu em seu livro “Conselhos Sobre o Regime Alimentar”: “Entre os que estão aguardando a vinda do Senhor, o comer carne será afinal descartado; carne deixará de fazer parte de sua alimentação.

Devemos ter sempre em vista esse objetivo, e nos esforçar para trabalhar firmemente nesse rumo”. Reiterando um ponto que havia destacado na conferência no início da semana, Wilson destacou que o vegetarianismo nunca iria determinar a salvação. “Vivo de uma maneira saudável, não para ganhar o meu caminho para o céu, mas porque o Senhor me disse que é a melhor maneira de viver”, explicou.

“E isso é o que temos de partilhar com os outros. Desafio você a viver o estilo de vida”. ‘Não desanime’ Ele disse aos participantes para permanecerem equilibrados e calmos, se enfrentassem oposição de “sua igreja local ou até mesmo, Deus nos livre, partindo de seu pastor ou de um administrador da Igreja ou uma organização que não entenda do que temos vindo falar esta semana”.

“Não desanimem”, instou ele. “Levantem os olhos das pessoas para o que Jesus fez”. Wilson disse que podia simpatizar com aqueles que são tentados a se sentirem desanimados. “Às vezes, as coisas que as pessoas me lançam são, você sabe de coisas que não são muito agradáveis”, disse ele.

  1. Aprendi com a graça de Deus a deixar tudo a Seu cargo.
  2. Apoiar-me Nele”.
  3. Então leu Mateus 5, que diz: “Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e vos perseguirem, e disserem todo o mal contra vós por minha causa.
  4. Alegrai-vos e exultai porque é grande o vosso galardão nos céus”.
  5. Siga com essa atitude”, disse Wilson.
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“Seja um missionário vital para Jesus. Vá, no poder de Jesus. Seja um defensor vital da obra maravilhosa de Deus”. : Presidente da Igreja Adventista promove vegetarianismo
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O que os adventistas do sétimo dia não comem?

Resultados e Discussão – Das dez pessoas católicas entrevistadas, sete eram do sexo feminino e três do sexo masculino. Dos dez protestantes (adventistas), seis eram do sexo feminino e quatro do sexo masculino. Essa divisão de gênero deveu-se, principalmente, à disponibilidade dos entrevistados em participar da pesquisa.

  1. Quanto à escolaridade, todos tinham, no mínimo, nível médio completo Este grau de formação permitiu um bom entendimento das questões, o que garantiu manifestações claras.
  2. Os católicos entrevistados disseram se manter fiéis à sua doutrina, não migrando para outras religiões, enquanto que todos os adventistas migraram, pelo menos uma vez, para outras seitas antes da atual.

Os adventistas entrevistados relataram contato com os valores de ambos os grupos, pois todos foram católicos antes de mudarem de religião, apesar de não se saber se eram frequentadores habituais e, portanto, se praticavam a fé católica e seus preceitos.

  1. Todos os entrevistados consideravam-se ativos em suas religiões, isto é, eram católicos e adventistas praticantes.
  2. Os adventistas entrevistados eram tradicionais, nenhum deles fazia parte das ramificações do “adventismo”.
  3. No momento da realização da entrevista apenas um dos entrevistados, uma católica, estava em dieta ou controle alimentar; nenhum dos demais entrevistados disse possuir qualquer problema de saúde que exigisse uma restrição alimentar ou uma dieta diferenciada por prescrição médica.

Os adventistas têm restrição alimentar imposta pela religião. É uma norma da Igreja Adventista tradicional a proibição a carne de porco, por este animal ser considerado impuro. Também é proibido comer carne de animais sufocados, bem como seu sangue, norma baseada na tradição judaica e na Lei de Moisés do Antigo Testamento.

Já entre os católicos não existe nenhuma restrição específica em relação à alimentação habitual; uma das entrevistadas fez referência a uma passagem bíblica de Mt 15:11, em que Jesus diz que não é o que entra na boca que torna o homem impuro, mas o que sai da boca; isso, sim, torna o homem impuro. Além desta observação, os entrevistados católicos afirmaram ter recomendações da Igreja Católica para abster-se de carne vermelha em determinados dias, como a Sexta-feira Santa, e as recomendações ao jejum para limpar o corpo e a mente.

Dos entrevistados, nove adventistas apresentaram uma definição de utilitarismo coerente com a teoria, apenas uma entrevistada caracterizou utilitarismo como um “mal necessário”, sem, no entanto, se referir que tipo de mal. Entre os católicos foi dada relevância à questão da nutrição, mas nunca dissociado do prazer.

Alimento útil, pra mim, é aquele que me economiza esforço físico, esforço mental e me fornece tudo que preciso para ter uma vida saudável, afinal comida serve para isso não é? (Ana Maria, 46 anos, adventista). Todos os entrevistados, católicos e adventistas, caracterizaram hedonismo como aquilo que dá prazer, que proporciona alegria, só que momentânea; algo que satisfaz os desejos, mas ambos os grupos religiosos afirmaram que o prazer por si só não tem sentido, ele não pode ser o único fim da vida.

Na opinião dos católicos, é necessário que haja um equilíbrio, ou seja, que o prazer de comer esteja associado a alguma funcionalidade. A busca pelo prazer parece ter sido a base da gastronomia, marcando várias gerações e criado um estilo de vida que, por muito tempo, foi adotado como padrão nos países de origem latina e católica (Poulain, 2004); entretanto, esse pensamento vem perdendo espaço, principalmente, devido ao avanço da disponibilidade de informação e da tecnologia.

As implicações disso é que mesmo os indivíduos católicos, a princípio considerados hedonistas, passaram a ter uma vida mais regrada quanto à alimentação, visando, principalmente, à preservação da saúde. Muitas vezes comemos além do que deveríamos, portanto é preciso cada um adquirir consciência do próprio limite.

Não se pode abrir mão daquilo que faz bem para a sua saúde (Maura, 18 anos, católica). Acredito ser os dois (utilitarista e hedonista), como por prazer, mas sem esquecer da utilidade do alimento (Lauro, 22 anos, católico). A freqüência das refeições e como elas são distribuídas ao longo do dia são semelhantes entre os dois grupos religiosos, ou seja, ambos consomem alimentos semelhantes nessas refeições.

Não se pode afirmar, por meio dos alimentos consumidos pelos membros das duas religiões, qual grupo possui características hedonistas e qual possui características funcionalistas. No aspecto da freqüência das refeições, a única diferença é que seis dos dez entrevistados adventistas citaram que acham importante consumir alimentos de 3 em 3 horas por ser uma prática saudável, apesar de não possuírem esse hábito.

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Enquanto que nenhum dos entrevistados católicos atentou para tal fato, porém duas entrevistadas fazem as refeições de 3 em 3 horas para manter uma vida saudável. Com relação aos hábitos de consumo, foi observada uma forte tendência, nos dois grupos, a uma preferência maior ao sabor dos alimentos consumidos em detrimento de outros atributos; foram citados por católicos e adventistas, em menor freqüência, o valor nutritivo e a facilidade de preparo dos pratos.

  • Foi solicitado aos entrevistados que falassem de algum restaurante de sua preferência na cidade, para verificar, a partir das características deste, qual a preferêcia alimentar dos entrevistados.
  • Observou-se que tanto católicos quanto adventistas, apesar de não terem indicados os mesmos locais, escolheram formatos de restaurante que fica claro o comportamento hedonista, mesmo fazendo referências tanto ao sabor quanto à qualidade dos alimentos.

Vale salientar que os dois grupos afirmaram não ir com muita freqüência a restaurantes, somente em datas especiais ou em alguns finais de semana, demonstrando ser algo esporádico; para eles o restaurante possibilita mais prazer que as refeições cotidianas feitas em casa.

Verificou-se, também, que mesmo o comportamento funcionalista dá lugar ao hedonismo em ocasiões especiais. Quando perguntados como empregam o seu dinheiro e qual seu principal gasto, 14 pessoas afirmaram que a alimentação se constitui no item mais importante do orçamento familiar. Uma católica afirmou gastar uma boa parcela de seu salário com materiais necessários para a faculdade; um adventista ressaltou que emprega a maior parte dos proventos em seus estudos e desenvolvimento profissional, refletindo um comportamento utilitarista.

Respondendo a essa mesma questão, uma adventista, pertencente à igreja há apenas dois anos, afirmou gastar a maior parte de seu salário com roupas, o que pode vir a caracterizar um comportamento hedonista. T odos os entrevistados pertenciam a familias com renda superior a sete salários mínimos.

Entre os mais velhos, a alimentação se constitui no principal gasto, principalmente por terem de sustentar uma família com, pelo menos, três pessoas; entre os mais jovens, a razão de a alimentação ser apontada como a principal despesa é por estar associada à diversão. No lazer dos jovens está incorporado o gasto com alimentação.

Os entrevistados foram questionados a respeito do gozo dos bens terrestres, como glorificação a Deus, aspecto comum aos que comungam com um pensamento religioso. Sete adventistas responderam que os gozos e prazeres terrestres não são glorificações divinas, mas glorificação ao satanás; os demais deram respostas neutras.

  • Todo gozo e prazer que vem dos bens aqui da terra são na verdade uma glorificação de satanás, pois ele é o príncipe deste mundo, sendo assim, tudo que provém deste mundo é para a glorificação dele (Marco Aurélio, 56 anos, adventista).
  • Os prazeres terrestres não são de forma alguma glorificação divina, mas sim algo que nos desvia e distrai dos caminhos de Deus (César Augusto, 35 anos adventista).

O que possuímos na terra não é para o nosso puro e simples prazer, o Senhor nos dá aquilo que precisamos, tudo que temos na terra é para administrarmos visando o porvir (Camila, 22 anos, adventista). Apesar das palavras acima, uma das adventistas afirmou gastar a maior parte de seu salário com entretenimento, tais como cinema, locação de filmes e sair para comer, contradizendo os preceitos adventistas de zelo contra os prazeres terrenos e indicando um comportamento hedonista não somente na alimentação, mas em outros aspectos.

Uma adventista de 19 anos de idade era quem possuía característica hedonista mais marcante entre todos os entrevistados, apesar de frequentadora da igreja há 11 anos. Afirmou que a religião só influencia sua alimentação quando se trata de não comer carne de porco, além de carne de animais sufocados e sangue; no mais, ela come sempre o que mais gosta e na hora que quer.

É a única, dentre os adventistas, que não tem uma visão de que cultivar hábitos saudáveis é necessário para servir adequadamente a Deus na Terra. Nesse sentido, parece não haver uma dicotomia entre católicos e adventistas quanto aos caracteres hedônico e funcional-utilitarista, conforme preconiza a literatura revisada.

  1. O que leva a crer não haver uma guerra entre Dionísio e Apolo (Albornoz, 2006), pois católicos e adventistas mostraram um equilíbrio entre os dois extremos.
  2. Diferentemente da argumentação de Weber (1905 / 1987), há um século, e, mais recentemente, de Poulain (2004), que consideraram os protestantes funcionais-utilitaristas e católicos hedonistas, os resultados da pesquisa mostraram não haver essa dicotomia, em que o primeiro grupo está vinculado a Dioniso e o segundo a Apolo, mas, de fato, os dois grupos constituem faces da mesma moeda, ou seja, tanto católicos quanto protestantes são hedonistas e utilitaristas.

Nesse sentido, a união de Dioniso e Apolo é símbolo de uma posição dialética e sintética ante o conflito entre os ideais de realização do impulso e da razão; entre as normas inspiradas na afirmação da vitalidade e as que perseguem o equilíbrio e a harmonia, apoiadas na capacidade reflexiva e lógica, bem como no auto-domínio do homem sobre o que nele urde de primitivo e animal (Albornoz, 2006).

Vale ressaltar dois pontos. Primeiro, Max (1905 / 1987), quando argumentou que os protestantes são pragmáticos, estudou a sociedade protestante da Alemanha naquele momento histórico (final do Século 19 e início do Século 20). Segundo, Poulain (2004), que discute a caractrística hedônica dos católicos, estudou a sociedade francesa.

O certo é que a presente pesquisa mostra que vivemos em outro momento histórico, diferente daquele discutido por Weber, e em outro contexto cultural, diverso daquele descrito por Poulain. O Brasil é um país novo, que teve a influência do sincretismo religioso 4 (Moscoso, 2008; Segato, 1997), provavelmente criando novas formas de experiências.

  1. Ao lado disso, as características do momento atual incluem grandes transformações econômicas, culturais, políticas, sociais, estéticas, entre outras.
  2. Atualmente, em nossa sociedade, a relação entre alimentação e nutrição – que tem criado fenômenos como os chamados “alimentos funcionais” – cria tabus, fazendo com que certos alimentos ricos em açúcar e gordura, por exemplo, sejam, cada vez mais, demonizados em nossa cultura, ditando as regras e os valores em relação à comida (Cantarino, 2005).
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Isso mostra que as práticas de alimentação não são estáticas, ou seja, sofrem mobilidade de acordo com o momento histórico e cultural. Como argumenta Gonçalves (2001), o ser humano é um ser histórico-cultural, considerando a historicidade de suas experiências, bem como das idéias produzidas como expressão mediada dessas experiências.
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Por que o porco é um animal impuro?

Afirmações como “grávidas não devem comer carne suína” ou “os judeus devem ter um motivo para não comê-la” acabam por espalhar alguns mitos sobre o alimento. Considerá-la uma carne perigosa, por exemplo, é uma das afirmações que, segundo o nutricionista José Dorea, professor da Universidade de Brasília (UnB), já não faz sentido há pelo menos uns 100 anos.

“Primeiro, é importante que se entenda a diferença entre risco e perigo. Risco existe sempre e diante de qualquer coisa. Se você anda na rua, existe o risco de ser atropelado. Já a noção de perigo é diferente e não faz sentido com relação à carne suína”, explica. Segundo o especialista, o medo de adquirir uma doença depois de comer carne suína nasceu porque, no passado, os animais eram criados no entorno das casas, sem qualquer condição de higiene ou saneamento.

Uma realidade bastante diferente da que se vive atualmente. “Hoje, as carnes têm excelente procedência, os animais passam por serviços de inspeção rigorosíssimos e, sendo assim, quando a carne chega à casa das pessoas é porque está pronta e apropriada para o consumo.

  • Se incidentes acontecerem, serão com qualquer carne, não só com a suína”, diz.
  • Em tese, os mesmos microrganismos e parasitas que poderiam ser transmitidos pela carne suína também podem ser disseminados por frutas e verduras mal lavadas”, compara a médica veterinária Roberta M.
  • Züge, da Ceres Qualidade Consultoria e Assessoria e membro do Conselho Científico de Agricultura Sustentável.

Ou seja, a especialista aconselha que o consumidor fique sempre atento à procedência dos alimentos. Religião Outra razão que contribui para esse mito se propagar é não compreender o porquê de alguns povos fazerem restrição ao consumo de carne suína. No mundo judaico, o tema da pureza e a proximidade com a santidade é muito importante.

E o porco era considerado um animal impuro, devido à forma como era mantido antes do abate, há centenas de anos. De acordo com a Associação Brasileira dos Descendentes de Judeus, o povo judeu tem que se abster de comer esse tipo de carne não porque faz mal à saúde, mas sim porque a lei divina é suprema.

Os muçulmanos também não podem comer carne suína, mas esse alimento não é a única restrição. Eles também são proibidos de comer coelhos, peixes sem escamas e sem barbatanas, avestruz e todos os répteis que rastejam. A proibição desses outros alimentos é mais uma prova de que não se trata de perigos da carne ou qualquer outra razão que não seja o respeito à religião e aos seus costumes.
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O que não pode fazer na Igreja do Sétimo dia?

Não cabe à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) adaptar seus atos e grade curricular consoante os preceitos da religião de cada aluno. Com esse entendimento, a 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou, na última semana, recurso de uma estudante de Odontologia, membro da Igreja Adventista, que requeria turno diverso e abono nas faltas da disciplina de sexta-feira à noite.

Os adventistas têm como dogma a guarda sabática e não podem realizar qualquer atividade entre o pôr do sol de sexta-feira e o pôr do sol de sábado. A aluna alegava que teria direito à liberdade de crença religiosa prevista na Constituição. Ela ajuizou mandado de segurança na Justiça Federal de Porto Alegre, mas teve a segurança denegada e recorreu ao tribunal.

Requereu novamente autorização para assistir às aulas da disciplina em turno alternativo preexistente no cronograma da faculdade ou o abono das faltas. Caso não atendidos os pedidos, a troca de turno do curso para o período diurno. Segundo o relator, desembargador federal Luís Alberto d’Azevedo Aurvalle, “a liberdade religiosa assegurada pela Constituição Federal não obriga o Estado – que é laico – a subordinar-se aos preceitos de qualquer religião.

Qualquer cidadão pode professar livremente qualquer religião. A Constituição Federal e o Estado lhe garantem livremente o exercício deste direito. Quando o cidadão, porém, lida com assuntos terrenos, às regras próprias deve amoldar-se, e não o contrário. E nisso não há qualquer ofensa à liberdade religiosa”.

O desembargador acrescentou que “a permissão requerida implicaria ofensa à isonomia, porquanto os demais alunos se submetem ao plano da universidade, a qual teria que abrir exceção desarrazoada em prol daquele aluno de determinada religião”. “A imposição de freqüência mínima às aulas e grau de aproveitamento, sob pena de reprovação, é uma norma geral, aplicável a todos os alunos que compõem o corpo discente, independentemente da opção religiosa”, analisou o desembargador.
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Pode fazer comida no sábado?

Portanto, aquecer os alimentos do sábado, que foram preparados na véspera, tornou-se acessível. Portanto, não é pecado aquecer o alimento no sábado.
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