Como Saber Se O Ovo Esta Bom?

Como Saber Se O Ovo Esta Bom

Como saber se o ovo ainda está bom?

Teste do recipiente com água – 2 de 2 Teste feito com ovos e recipientes com água para saber se estão estragados — Foto: Celso Tavares/ g1 Teste feito com ovos e recipientes com água para saber se estão estragados — Foto: Celso Tavares/ g1 Como fazer: antes de quebrar a casca, mergulhe o ovo em um copo ou um recipiente fundo com água.

  • O que observar? Se o ovo estiver bom, vai afundar.
  • Se boiar, o alimento possivelmente está estragado.
  • Por que isso acontece? O que determina o resultado do teste é a quantidade de líquido dentro do ovo.
  • Quando os ovos não são bem acondicionados ou ficam em áreas quentes, ocorre a perda de umidade e de água pela porosidade da casca.

“Isso faz aumentar a câmara de ar dentro do ovo. Se não tem embrião do pintinho, ela fica leve e aí boia quando faz o teste em copo com água”, afirma Figueiredo. E no teste do g1? Por que os ovos ficaram no fundo do copo? No caso, o ovo com menos de uma semana e outro com 30 dias não tiveram comportamentos diferentes por conta das boas condições de conservação e também podem ter cascas com paredes mais espessas que acaba aumentando a durabilidade, afirma o pesquisador. De onde vem o que eu como: Ovos Saiba como diferenciar os tipos de ovos; confira no vídeo. Ovo caipira, orgânico, convencional e enriquecido: g1 explica as diferenças : Como saber se o ovo está bom? g1 testa ‘truques’ do TikTok

É normal o ovo boiar na água?

Teste da água também é válido – Outro jeito de como saber se o ovo está bom é por meio do teste da água. Muito conhecido e usado pelas donas de casa, nesse teste o ovo é imerso em um copo ou vasilha cheia de água. Se ele estiver bom, vai afundar de modo horizontal. Leia também: Você está usando a fritadeira air fryer do jeito certo?

Como saber se o ovo está bom pela gema?

Baixe em PDF Baixe em PDF Já aconteceu de quase usar um ovo vencido em sua receita? Possui ovos guardados em um recipiente sem data de validade e não sabe quando deve jogá-los fora? Felizmente, é fácil identificar um ovo estragado. Continue lendo para aprender como.

  1. 1 Coloque o ovo em uma tigela ou um copo largo com água fria e veja se ele flutua. Há uma pequena bolsa de ar dentro dos ovos e, com o tempo, cada vez mais ar passa pela casca e se instala dentro dela. Conforme isso ocorre, a bolsa se expande e faz com que o ovo flutue mais.
    • Se o ovo afundar de lado na base do copo, ele está no pico do frescor.
    • Se o ovo afundar de pé na base do copo, ele já passou do pico, mas ainda pode ser consumido com segurança.
    • Se o ovo estiver flutuando, ele não está fresco. Isso não significa necessariamente que ele está estragado ou não pode ser consumido. Teste-o abrindo e procurando por sinais de que ele estragou.
  2. 2 Segure o ovo ao lado do ouvido e chacoalhe-o. Conforme o ovo envelhece e a umidade e o dióxido de carbono escapam pela casca, a clara e a gema começam a se ressecar e encolher, o que faz com que a bolsa de ar se expanda dentro do ovo. Uma bolsa de ar maior dá mais espaço para o conteúdo se mover dentro da casca, emitindo um som de líquido se movendo.
    • Um ovo fresco não deve emitir sons ao ser chacoalhado.
    • Os sons emitidos indicam que o ovo está velho, não que não pode ser consumido com segurança.
  3. 3 Quebre o ovo em um prato ou tigela para verificar a qualidade da clara e da gema. A integridade do ovo será menor conforme ele envelhece, de modo que o conteúdo dele não se manterá tão unido com o passar do tempo. Veja se o ovo tende a se espalhar muito no prato ou se permanece relativamente compacto. Um ovo que se espalha muito ou parece aguado já passou do pico de frescor.
    • Se a gema estiver plana e quebrar com facilidade, o ovo está velho.
    • Se a gema se move com facilidade, isso significa que a calaza (o filamento da clara que segura a gema no lugar) enfraqueceu e que o ovo está envelhecendo.
    • Cheque a cor da clara. Uma clara grossa e cinzenta indica que o ovo está bastante fresco. Uma clara muito transparente significa que o ovo está velho (mas ainda pode ser comestível).

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  1. 1 Quebre o ovo e veja se ele exala um odor forte. Este é o melhor indicador de um ovo podre. Um ovo estragado possuirá um odor acre e podre quando aberto. O cheiro sulfuroso será percebido assim que o ovo for quebrado (e possivelmente antes) e ele deve ser jogado fora.
    • Um ovo estragado tem um odor podre mesmo estando cozido.
  2. 2 Quebre o ovo em um prato pequeno e inspecione a cor dele. A cor da gema mudará com base na dieta da galinha, portanto, ela não está associada ao frescor do ovo. Em vez disso, inspecione a clara. Se ela estiver rosa, verde ou iridescente, o ovo foi contaminado por bactérias e não deve ser consumido.
    • Se a gema de um ovo cozido tiver um contorno verde, ela foi cozida demais ou cozida em água com grandes concentrações de ferro. O ovo ainda pode ser consumido.
    • Se houver uma mancha de sangue no ovo, isso não significa que ele está contaminado ou estragado. Uma mancha de sangue ocorre quando um vaso sanguíneo se rompe na formação do ovo e não está associada ao frescor. O ovo pode ser consumido com segurança.

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  1. 1 Confira a data de validade na embalagem. O prazo de validade também pode ser identificado como “Não vender após” ou “Válido até”. O prazo deve ser até, no máximo, 30 dias após o dia em que os ovos foram embalados. Os ovos mantidos refrigerados e inteiros devem permanecer bons por pelo menos mais 30 dias além da data de validade.
    • A data de validade é expressa em dia/mês. Desse modo, os ovos que devem ser vendidos até o dia 15 de março devem ser identificados por 15/03.
    • A identificação “Não vender após” se refere ao último dia em que os ovos devem ser disponibilizados para a compra. Os produtos devem ser retirados das prateleiras dos mercados e mercearias após essa data. Isso não significa que eles estejam podres.
  2. 2 Confira a data recomendada para o consumo. A melhor época para o consumo também pode ser identificada por “Consumir até” ou “Melhor até”. O prazo deve estar dentro de 45 dias a partir da data de embalagem dos ovos. Utilize os ovos dentro de duas semanas após o fim desse prazo.
    • “Melhor até” se refere ao período em que os ovos estão mais frescos e apresentam melhor textura, sabor e propriedades de liga e espessamento. Isso não significa que os ovos estão estragados ou podres após a data.
  3. 3 Utilize o código de três dígitos que indica a data em que os ovos foram embalados. Nem todas as cartelas indicam o prazo de validade, mas todas indicam a data em que os ovos foram embalados. Essa data normalmente aparece como um código de três dígitos utilizando o calendário Juliano.
    • Procure pela data Juliana no verso da cartela. Você verá um código indicando o lote dos ovos e o código com a data Juliana.
    • A União Europeia também requer que os ovos sejam marcados com a data de embalagem. Mesmo se eles estiverem soltos e não em uma cartela marcada, o consumidor deve ter acesso a essa informação.
  4. 4 Jogue fora quaisquer ovos que sejam mantidos em temperatura ambiente por duas horas ou mais após terem sido refrigerados. Após guardar um ovo na geladeira, é importante mantê-lo na mesma temperatura. Um ovo frio em um ambiente quente começa a transpirar, o que estimula o crescimento de bactérias dentro e fora da casca.
    • Para prevenir variações de temperatura, guarde os ovos na parte mais fria da geladeira, não na porta. A temperatura é mais propensa a variar na porta por conta das aberturas frequentes, o que pode fazer com que os ovos transpirem.
    • Se receber ovos não lavados e em temperatura ambiente, não é necessário refrigerá-los. Em muitos países, principalmente na Europa, as pessoas mantêm os ovos em temperatura ambiente. Isso é seguro porque os ovos não são lavados (como ocorre em alguns fornecedores no Brasil), logo, ainda possuem a barreira protetora conhecida como cutícula que mantém as bactérias afastadas.
  5. 5 Siga as instruções da embalagem para determinar por quanto tempo manter os ovos. Caso crie galinhas e esteja na dúvida de por quanto tempo os ovos delas estarão bons, consulte as diretrizes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento sobre o assunto. É seguro presumir que os ovos estarão bons por pelo menos dois meses.
    • Se não sabe por quanto tempo manteve os ovos frescos ou se acredita que eles tenham mais de dois meses, aprenda a identificar ovos estragados para decidir se deve utilizá-los ou não.

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Sirva apenas ovos no pico do frescor para indivíduos de alto risco (como crianças pequenas e idosos). Apesar dos ovos continuarem bons por algumas semanas após a data de validade, você deve precaver-se ao alimentar pessoas com sistemas imunológicos mais fracos e ater-se aos ovos mais frescos.

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Pode comer ovo aguado?

Aspecto – O aspecto do ovo estragado é muito ruim. Por fora pode até não ter diferença, mas ao quebrá-lo, logo você sente um cheiro muito desagradável e a cor escura, turva. Caso você encontre um ovo dessa forma, descarte-o imediatamente! Não há o que fazer.

Outra observação que você pode fazer para saber se os ovos estão frescos ou passados é em relação à clara. Se estiver alta em relação à gema do ovo e mais firme, é uma característica de um ovo fresco. Porém, se estiver baixa e aguada pode ser sinal de que se trata de um ovo mais velho, não necessariamente, estragado.

Dessa forma, é um alerta, pois logo estará sem condições de uso.

Qual a validade de um ovo na geladeira?

Guardar e conservar – Eis uma dúvida muito comum: os ovos devem ficar dentro ou fora da geladeira? Guarde a resposta: dentro da geladeira sempre, mas não na porta! O ideal é mantê-los fechadinhos dentro da caixa sem lavá-los, e guardá-los no fundo da geladeira, onde eles sofrem menos exposição ao calor no abre-e-fecha da porta.

A recomendação de conservar os ovos no refrigerador tem mais a ver com a manutenção da temperatura do que com o frio. Por ser muito delicado, o ovo sofre mais com as variações de temperatura. E, embora os ovos durem mais na geladeira, o ideal é consumi-los em até 10 dias. Alguns ovos vêm com a data de validade impressa na casca – nesse caso, é sempre bom respeitar esse prazo.

Outra dica de conservação é manter os ovos guardados com a extremidade mais pontuda para baixo. Caso você utilize apenas a gema ou a clara em uma receita, é possível preservar a parte que sobrou, sem desperdiçá-la, mas atenção: guarde-as em um recipiente de vidro fechado de preferência.

Qual o prazo de validade de um ovo?

E quanto mais fresco é o ovo, mais saliente é a gema e mais consistente é a clara. A data de validade de um ovo é em torno de 28 dias a partir da data de postura.

Quando o ovo boia pode comer?

Mas quando o ovo boia na água, significa que ele está velho ou passado. Ou seja: boiar não garante que o ovo realmente esteja ruim, mas sim que ele já tem bastante tempo. Nesse caso, vale a pena abrir o ovo em um compartimento separado e checar suas características, assim como explicaremos mais adiante.

Quando o ovo boia e afunda?

A casca do ovo é porosa e a água dentro do ovo vai evaporando e sendo substituída por ar, reduzindo a massa do ovo. Se a massa do ovo fica menor que a massa de água que é movida pelo ovo, ele vai flutuar. De forma mais simplificada, o ovo podre fica mais leve que a água pois tem mais ar e menos água que um ovo fresco.

Porque o ovo cru bóia?

Ovo que flutua na água. Densidade do ovo na água A densidade (d) é uma grandeza que relaciona a massa (m) de um material com o volume (V) por ele ocupado e pode ser expressa pela divisão abaixo: densidade = massa ou d = m volume V Se um material possuir densidade menor que outro, ele irá flutuar sobre ele.

  • 3 ovos crus (você também pode usar o mesmo ovo se quiser);
  • 3 copos de vidro;
  • Sal;
  • Colher;
  • Água;
  • Caneta;
  • Etiquetas.
  • Siga os seguintes passos:
  • 1. Usando a caneta e as etiquetas, identifique os dois copos, colocando os seguintes dizeres em cada um: “água sem sal”, “água com sal” e “mistura”;
  • 2. Coloque água no primeiro copo;
  • 3. Coloque o ovo e observe se ele afunda ou flutua;
  • 4. Coloque a mesma quantidade de água no segundo copo;
  • 5. Adicione sal e misture bem;
  • 6. Acrescente o ovo e observe se dessa vez ele afunda ou flutua;
  • Esquema do experimento de densidade do ovo: na água pura, o ovo afunda; na água com sal, ele flutua.
  • 7. Agora, você irá colocar no terceiro copo partes iguais da água sem sal e da água com sal;
  • 8. Adicione o ovo cru e visualize onde ele se posicionará;
  • 9- Adicione mais água doce e veja o que acontece;
  • 10- Adicione mais água salgada e observe.
  • Explicação:

O ovo cru afundou no primeiro caso porque a sua densidade é maior que a da água. No momento em que acrescentamos sal na água, aumentamos a sua densidade e, dessa forma, o ovo flutua, pois sua densidade passou a ser menor que a da mistura de água e sal.

  1. Quando mais sal colocarmos, mais a densidade da água aumentará.
  2. Isso pode ser visualizado no caso do mar Morto, em Israel, o corpo de água mais salgado do planeta (30% de salinidade).
  3. Em virtude disso, ele não consegue sustentar vida.
  4. Quando pessoas tomam banho no mar Morto, elas podem flutuar facilmente, como mostra a figura abaixo: Não pare agora.

Tem mais depois da publicidade 😉 Mulher flutua facilmente em mar Morto Os sais que ele contém são basicamente cloretos de magnésio, de sódio e de cálcio, que são levados até ele pelo rio Jordão e por outros rios, riachos e fontes menores. Só o rio Jordão deposita nele cerca de 850 mil toneladas de sal todo ano! Além disso, como ele se situa em uma região de baixa altitude, ele não escoa para nenhum lugar, apenas evapora, e os sais permanecem.

  1. Sal do mar Morto na mão de uma pessoa
  2. Agora, quando dosamos cuidadosamente a mistura da água com e sem sal, conseguimos produzir um líquido de densidade exatamente igual à do ovo, por isso ele não afunda nem flutua, mas permanece em suspensão no meio do líquido.
  3. Dica:

Você pode usar esse experimento para verificar se o ovo está próprio para o consumo ou se está estragado. Se o ovo afundar, significa que você pode consumi-lo, está fresco. Isso acontece porque assim que é posto, ele preenche quase todo o volume no interior da casca e tem apenas uma pequena bolsa de ar.

No entanto, com o passar do tempo, o ovo vai perdendo água de seu interior pelos poros da casca e fica menos denso. Dentro de cerca de uma ou duas semanas, ele flutua o suficiente para se manter na vertical, no fundo do copo com água, mas ainda pode ser usado. Mas quanto mais o tempo passa, mais a bolsa de ar vai crescendo e menos denso o ovo fica.

Portanto, se ele flutua na superfície da água pura, ele não deve ser usado, pois pode causar uma intoxicação alimentar grave.

  • Por Jennifer Fogaça
  • Graduada em Química

Por Jennifer Rocha Vargas Fogaça : Ovo que flutua na água. Densidade do ovo na água

Como o ovo se contaminar com salmonella?

Salmonella in table eggs: occurrence in retails, storage conditions and eggshell disinfections – Este trabalho teve por objetivos verificar a ocorrência de salmonelas na casca e na gema de ovos de galinha distribuídos em pontos de venda da cidade de Campinas-SP, estudar o efeito do tempo e da temperatura de armazenagem sobre a multiplicação de Salmonella enteritidis (SE) na casca e na gema de ovos contaminados artificialmente por contato com maravalhas e na multiplicação de SE em clara e preparações artificialmente contaminadas e verificar o efeito da desinfecção de ovos por imersão em duas soluções desinfetantes sobre a contagem bacteriana e de SE da casca de ovos artificialmente contaminados.

  1. Das 124 amostras com 10 ovos cada, obtidas no comércio, 12 (9,6%) e quatro (3,2%) foram positivas para salmonelas na casca e na gema, respectivamente.
  2. SE foi o único sorovar identificado.
  3. Ovos experimentalmente contaminados apresentaram SE na casca pelo período de estudo de 21 dias tanto nos mantidos em temperatura ambiente, como em refrigeração.

Houve migração da contaminação de SE da casca para a gema a partir de 24 horas, com maior intensidade nos ovos mantidos em temperatura ambiente. Clara de ovos, clara batida e glacê não se mostraram substratos apropriados para a multiplicação de SE quando armazenados tanto em temperatura ambiente como em refrigeração.

Não houve aumento da contaminação original no período de 24 e 168 horas do estudo. Ao contrário, houve redução de um ciclo logaritmo da contaminação original na preparação de glacês mantidas nas duas condições de armazenagem. A desinfecção da casca de ovos com solução do composto quaternário de amônia na dosagem de 400ppm e aquecida a 45ºC foi mais eficiente do que quando se utilizaram 50,2ppm de cloro, nas mesmas condições de uso, tanto na redução de mesófilos totais como para SE.

Ovo; Salmonella enteritidis; Salmonella spp.; desinfecção A survey of the presence of Salmonella in chicken eggshell and yolk, obtained on the retail market in Campinas, SP, Brazil, was carried out in order to study the effect of storage time and temperature on the Salmonella enteritidis (SE) multiplication on the eggshell and yolk of eggs artificially contaminated by contact with litter and, also, the multiplication of SE in egg white, whippet egg white and glace, storage under different conditions of temperature.

It was also studied the effect of egg dipping disinfections into two solutions, on the bacterial and SE counting on contaminated eggshell. From the 124 samples tested on the survey, 12 (9.6%) and four (3.2%) were positive for Salmonella on the eggshell and in the yolk, respectively. SE was the only detected sorovar.

SE remained viable in artificially contaminated eggshells for a period of 21 days in eggs kept at both room temperature (25ºC), and refrigeration (4-8ºC). Migration of SE from the eggshell to the yolk was detected after 24 hours of storage, under both conditions with a greater level on the eggs kept at room temperature.

The refrigerated conditions did not affect SE migration, although its replication was reduced. Egg white, whipped egg white and glace were shown not to be good substrates for SE growth, considering there was a reduction of one log10 titer in the original contamination of these foods, kept under both time conditions (24 and 168 hours for glace) and temperatures.

In this study, egg dipping in a warm solution (45ºC) of a commercially available quaternary ammonium compound (400ppm) using the same conditions was more effective in eggshell disinfections than the chlorinated compound (50.2ppm) on the total mesophilic bacteria and SE reduction.

Egg; Salmonella enteritidis; Salmonella spp.; egg disinfection D.D. Oliveira, E.N. Silva * * Autor para correspondência E-mail: [email protected] Faculdade de Engenharia de Alimentos – Unicamp Caixa Postal 6121 13083-970 – Campinas, SP Recebido para publicação, após modificações, em 30 de junho de 2000.

RESUMO Este trabalho teve por objetivos verificar a ocorrência de salmonelas na casca e na gema de ovos de galinha distribuídos em pontos de venda da cidade de Campinas-SP, estudar o efeito do tempo e da temperatura de armazenagem sobre a multiplicação de Salmonella enteritidis (SE) na casca e na gema de ovos contaminados artificialmente por contato com maravalhas e na multiplicação de SE em clara e preparações artificialmente contaminadas e verificar o efeito da desinfecção de ovos por imersão em duas soluções desinfetantes sobre a contagem bacteriana e de SE da casca de ovos artificialmente contaminados.

Das 124 amostras com 10 ovos cada, obtidas no comércio, 12 (9,6%) e quatro (3,2%) foram positivas para salmonelas na casca e na gema, respectivamente. SE foi o único sorovar identificado. Ovos experimentalmente contaminados apresentaram SE na casca pelo período de estudo de 21 dias tanto nos mantidos em temperatura ambiente, como em refrigeração.

Houve migração da contaminação de SE da casca para a gema a partir de 24 horas, com maior intensidade nos ovos mantidos em temperatura ambiente. Clara de ovos, clara batida e glacê não se mostraram substratos apropriados para a multiplicação de SE quando armazenados tanto em temperatura ambiente como em refrigeração.

Não houve aumento da contaminação original no período de 24 e 168 horas do estudo. Ao contrário, houve redução de um ciclo logaritmo da contaminação original na preparação de glacês mantidas nas duas condições de armazenagem. A desinfecção da casca de ovos com solução do composto quaternário de amônia na dosagem de 400ppm e aquecida a 45ºC foi mais eficiente do que quando se utilizaram 50,2ppm de cloro, nas mesmas condições de uso, tanto na redução de mesófilos totais como para SE.

Palavras-chave: Ovo, Salmonella enteritidis, Salmonella spp., desinfecção ABSTRACT A survey of the presence of Salmonella in chicken eggshell and yolk, obtained on the retail market in Campinas, SP, Brazil, was carried out in order to study the effect of storage time and temperature on the Salmonella enteritidis ( SE) multiplication on the eggshell and yolk of eggs artificially contaminated by contact with litter and, also, the multiplication of SE in egg white, whippet egg white and glace, storage under different conditions of temperature.

It was also studied the effect of egg dipping disinfections into two solutions, on the bacterial and SE counting on contaminated eggshell. From the 124 samples tested on the survey, 12 (9.6%) and four (3.2%) were positive for Salmonella on the eggshell and in the yolk, respectively. SE was the only detected sorovar.

SE remained viable in artificially contaminated eggshells for a period of 21 days in eggs kept at both room temperature (25ºC), and refrigeration (4-8ºC). Migration of SE from the eggshell to the yolk was detected after 24 hours of storage, under both conditions with a greater level on the eggs kept at room temperature.

  • The refrigerated conditions did not affect SE migration, although its replication was reduced.
  • Egg white, whipped egg white and glace were shown not to be good substrates for SE growth, considering there was a reduction of one log 10 titer in the original contamination of these foods, kept under both time conditions (24 and 168 hours for glace) and temperatures.

In this study, egg dipping in a warm solution (45ºC) of a commercially available quaternary ammonium compound (400ppm) using the same conditions was more effective in eggshell disinfections than the chlorinated compound (50.2ppm) on the total mesophilic bacteria and SE reduction.

Eywords: Egg, Salmonella enteritidis, Salmonella spp., egg disinfection INTRODUÇÃO A incidência de surtos de Salmonella enteritidis (SE) em humanos tem aumentado nos últimos anos em muitos países como Estados Unidos, Grã-Bretanha e outros países da Europa (Spakman, 1989; Barrow, 1993; Tauxe, 1997).

No Brasil, os surtos por SE no homem tem aumentado a partir de 1993 (Silva, 1995; Irino et al., 1996; Taunay et al., 1996; Lirio et al., 1998). Grande parte deles tem sido relacionada com o consumo de ovos ou pratos preparados com ovos (Spackman, 1989; Barrow, 1993; Noorhvizen & Frankena, 1994; Tauxe, 1997).

No Brasil, SE foi detectada pela primeira vez em galinhas, em 1989, quando a cepa foi isolada de matrizes pesadas jovens que apresentavam sintomas clínicos e mortalidade por salmonelose (Ferreira et al., 1990). A contaminação dos ovos por salmonela se dá, inicialmente e na maioria das vezes, através da casca.

Tempo e temperatura de armazenagem são fatores fundamentais para que as salmonelas passem da superfície da casca para as estruturas internas do ovo (Staldeman, 1986; Silva, 1995). A desinfecção e o resfriamento do ovo logo após a postura são procedimentos adotados em vários países como medidas para reduzir a contaminação e a multiplicação bacteriana (Hammack et al., 1993).

  • Ovos podem também se contaminar via transovariana.
  • Nesse caso, a contaminação está localizada na gema e os processos convencionais de desinfecção dos ovos não são eficientes.
  • A clara, em geral, apresenta-se com baixa contaminação por salmonelas pois ela contém elementos naturais que dificultam o desenvolvimento bacteriano, como a presença de enzimas antibacterianas (lisozima) e a deficiência em ferro, elemento essencial para a multiplicação bacteriana, p.ex.

Contudo, a manipulação da clara no preparo de determinados pratos pode romper esse equilíbrio e favorecer a multiplicação de salmonelas. No Brasil, poucos são os levantamentos sobre a presença de salmonelas em ovos comerciais (Langoni et al., 1995). A maioria dos ovos comerciais é produzida por galinhas mantidas em gaiolas.

  • Uma pequena parte é constituída por ovos de descarte de incubação que são produzidos por matrizes em ninhos com cama de maravalhas.
  • Parte desses ovos, oriundos de reprodutoras, apresenta defeitos na casca que facilitam a passagem das salmonelas da superfície para suas estruturas internas aumentando o risco de contaminação.

Recentemente, a vigilância sanitária estabeleceu condutas higiênico-sanitárias que incluem cuidados de armazenamento e preparações de pratos a base de ovos (Centro., 1998, 1999). Entretanto, a legislação brasileira ainda não prevê a armazenagem, o transporte e a comercialização de ovos de consumo sob refrigeração.

Este trabalho teve por objetivos verificar a ocorrência de salmonelas na casca e na gema de ovos distribuídos em pontos de venda da cidade de Campinas-SP, estudar o efeito do tempo e da temperatura de armazenagem sobre a multiplicação de SE na casca e na gema de ovos contaminados através do contato com maravalhas e na multiplicação de SE na clara e em preparações artificialmente contaminadas e verificar o efeito da desinfecção de ovos por imersão em duas soluções desinfetantes sobre a contagem bacteriana e de SE da casca de ovos artificialmente contaminados.

MATERIAL E MÉTODOS A pesquisa de Salmonella sp. foi realizada num total de 1.240 ovos comerciais de galinhas coletados no comércio varejista de Campinas-SP, no período de janeiro a março de 1995, nas suas embalagens originais. Foram analisadas 124 amostras constituídas por 10 ovos cada.

  1. Os ovos de cada amostra eram quebrados assepticamente e as cascas, colocadas em um saco plástico, eram trituradas manualmente.
  2. Vinte e cinco gramas de cada amostra de casca eram colocados em copos homogeneizadores de aço inox e triturados por um minuto na presença de 225ml de água peptonada tamponada (APT).

As gemas eram separadas das claras usando-se um separador doméstico, homogeneizadas em um Becker e pesadas 25g para suspensão em 225ml de APT. Todo o material utilizado era previamente esterilizado em autoclave. As claras eram desprezadas. Para os experimentos com contaminação e inoculação experimentais, foram utilizados ovos comerciais brancos obtidos de granja comercial, não lavados e sem nenhum processo de limpeza prévia.

  • Eles eram transportados ao laboratório e mantidos em temperatura ambiente até o momento de uso.
  • Foi utilizada a cepa de SE, fagotipo 28, isolada de galinhas doentes (Ferreira et al., 1990), resistente a 100mg de ácido nalidíxico (Nal) por ml do meio de cultura.
  • Para a contaminação, a cepa era cultivada em caldo triptona de soja por 18-24 horas a 37ºC, com aproximadamente 10 8 unidades formadoras de colônia (UFC) por ml.

A contaminação artificial por SE foi feita mediante contato dos ovos com maravalhas contaminadas. Utilizou-se esse método por se assemelhar mais com a contaminação natural da casca dos ovos de reprodutoras do que outros métodos descritos na literatura.

  • Maravalhas ligeiramente umedecidas, previamente esterilizadas em autoclave, eram colocadas em sacos plásticos e aspergidas com a cultura de SE.
  • Para a contaminação, os ovos eram depositados sobre elas, fazendo-se leves movimentos por 10 minutos.
  • Aproximadamente 80 ovos contaminados pelo método das maravalhas foram divididos em dois grupos.

Um era mantido em temperatura ambiente, entre 25 e 28ºC, e o outro em geladeira, entre 4 e 8ºC. Os ovos mantidos em temperatura ambiente foram examinados nos tempos de zero, 24, 48, 72, 168 e 336 horas pós-contaminação. Os refrigerados foram examinados nos mesmos tempos e também no tempo de 504 horas.

  • Cinco ovos de cada grupo eram usados nas análises de casca e gema, como anteriormente descrito, em cada período.
  • Em outro experimento foram utilizados nove ovos contaminados em maravalhas e cinco ovos não contaminados como controle.
  • Os contaminados foram divididos em três grupos de três ovos cada e dois grupos foram imediatamente desinfetados.

A desinfecção foi realizada por imersão dos ovos por 30 segundos na solução desinfetante aquecida a 45ºC. Um dos grupos foi desinfetado em solução contendo 400ppm de compostos quaternários de amônio (obtido do produto comercial Cleanshell â ) e o outro desinfetado em solução contendo 50,2ppm de cloro residual livre.

  1. Também foi examinada a sobrevivência de SE em clara in natura, em clara batida e em glacê de clara.
  2. Aproximadamente 700 gramas de clara foram obtidos de ovos comerciais com a separação realizada conforme descrito anteriormente.
  3. Um ml da cultura de SE foi lentamente homogeneizado à mistura de claras.
  4. A clara in natura não foi submetida a nenhuma preparação.

A preparação da clara batida foi feita com o uso de um misturador elétrico até se obter uma consistência firme. O glacê foi preparado com clara e açúcar na proporção de 1:1 utilizando-se um misturador elétrico. Cada uma das preparações foi dividida em duas porções e armazenadas em temperatura ambiente e em geladeira.

As amostras mantidas a 25ºC foram examinadas nos tempos de zero, cinco e 24 horas após preparo. As mantidas refrigeradas entre 4 e 8ºC, foram examinadas adicionalmente nos tempos de 48, 96 e 168 horas após preparo. Para o isolamento de Salmonella sp. de ovos comerciais foi empregada a metodologia convencional com APT como pré-enriquecimento, caldo tetrationato como enriquecimento seletivo, agar verde brilhante (AVB) e xilose lisina descarboxilase (XLD), agar tríplice açúcar e ferro (TSI) e agar lisina e ferro (LIA) como meios de triagem e as provas bioquímicas convencionas.

Todos os meios foram incubados por 24 horas a 37ºC. As colônias bioquimicamente típicas para Salmonella sp. foram sorotipadas pela Seção de Enterobactérias do Instituto Adolfo Lutz de São Paulo. A contagem de SE na casca, gema, clara, clara batida e glacê nos experimentos com contaminação artificial foi feita pela suspensão decimal das amostras e suas respectivas diluições em APT.

  • A contagem de SE na casca dos ovos foi feita por análise individual de cada ovo.
  • Fazia-se o enxágüe da casca em sacos plásticos estéreis adicionando 5ml de APT, homogeneizando-se por 30 segundos.
  • Em seguida, foram feitas diluições decimais em APT.
  • Alíquotas de 0,1ml das diferentes diluições foram plaqueadas em duplicata na superfície de placas de ágar MacConkey contendo 100mg de Nal por ml do meio de cultura para impedir a presença de outros contaminantes.

Todas as suspensões originais em APT foram também incubadas a 37ºC por 24 horas e plaqueadas em ágar MacConkey (Nal) para permitir revelar a presença de SE quando a quantidade não podia ser contada na diluição 10 -1, Mesófilos totais foram determinados na casca de ovos submetidos à desinfecção química, através de metodologia padrão (Silva et al., 1997).

RESULTADOS E DISCUSSÃO No isolamento de Salmonella sp. de ovos comerciais observa-se que das 124 amostras tomadas ao acaso no mercado no período de janeiro a março de 1995, cada amostra representada por 10 ovos, foram isoladas salmonelas de 12 (9,6%) e quatro (3,2%) amostras de casca e gema, respectivamente ( Tab.1 ).

O único sorovar identificado foi SE. A presença da salmonela na gema pode ser resultante da migração a partir da casca contaminada. Sabe-se que os poros da casca dos ovos permitem a penetração de salmonelas e o nível de penetração está relacionado com as condições de tempo e temperatura de armazenagem (Bradshaw et al., 1990; Shah et al., 1991; Silva, 1995).

Esses percentuais encontrados são muito elevados se comparados com os dados da literatura nacional (Langoni et al., 1995). O fato de se isolar somente SE em índices tão elevados talvez possa ser explicado pelo dados levantados pelo Instituto Adolfo Lutz de São Paulo (Irino et al., 1996). Nesse artigo, o sorovar SE começa a ser detectado a partir de 1993 e, rapidamente, passa a ser predominante em surtos humanos e em alimentos que contenham ovos e/ou seus derivados.

O mesmo fato é indicado em levantamento recente realizado com alimentos comprados pela Secretaria de Abastecimento do Município de São Paulo (Lirio et al., 1998). Aqui, também, aves constituem o alimento mais contaminado e SE o sorovar mais prevalente.

  • Esses dados sugerem que, pelos menos em São Paulo, há um período de surtos de infecção alimentar por SE, com os produtos avícolas como principal fonte de contaminação, à semelhança do que se passou em outros países (Spakman, 1989; Barrow, 1993; Tauxe, 1997).
  • Os resultados do efeito do tempo e da temperatura de armazenagem sobre a multiplicação de SE na casca e na gema de ovos experimentalmente contaminados por contato com maravalhas e mantidos em temperaturas ambiente e de refrigeração são apresentados na Tab.2,

Testes-piloto mostraram que a fixação de salmonelas na casca de ovos frescos é extremamente dependente da umidade do material utilizado como veículo (dados não publicados), por isso umedeceram-se as maravalhas antes da contaminação com SE. Esse procedimento de não aplicação direta da cultura ou de suas diluições diretamente sobre a casca foi para simular contaminação natural.

Sabe-se que ovos de descarte de incubação, produzidos por reprodutoras botados em ninhos ou cama de maravalhas úmidas, são comercializados sem refrigeração para consumo humano. Nestes experimentos, a contaminação original (tempo zero) da casca por SE era relativamente elevada (10 5 UFC/casca). SE manteve-se presente, porém decrescente, na casca dos ovos mantidos em ambas as condições de armazenagem, em todo o período experimental de 336 horas e em até 504 horas, na armazenagem refrigerada.

O decréscimo maior ocorreu no primeiro período de 24 horas após a contaminação, quando houve perda de dois ciclos logaritmos. A translocação da SE da casca para a gema foi detectada 24 horas após a contaminação dos ovos refrigerados e em 48 horas nos ovos mantidos em temperatura ambiente.

Contudo, a armazenagem em temperatura ambiente permitiu que SE chegasse à gema em maior número de vezes e com maior taxa de multiplicação. Estes dados ratificam o efeito benéfico da refrigeração de ovos no controle da migração de salmonelas da casca para a gema (Hammack et al., 1993). Os resultados do efeito do tempo e da temperatura de armazenagem sobre a multiplicação de SE em clara e preparações artificialmente contaminadas e mantidas em temperatura ambiente e de refrigeração são apresentados na Tab.3,

Os resultados indicam que clara de ovos e suas preparações não constituem substrato ideal para a multiplicação de SE. O número de salmonelas viáveis em clara, clara batida e glacê, mantidos em ambas as condições de armazenagem, praticamente manteve-se dentro dos níveis iniciais de contaminação (10 4 UFC/g da amostra) nos diferentes tempos de armazenagem.

  1. Não houve multiplicação nem redução da cepa contaminante.
  2. Os únicos dados consistentes, que mostram a redução de um ciclo logaritmo, são os resultados da armazenagem do glacê em refrigeração nos tempos de 96 a 168 horas.
  3. É provável que esta estabilidade na multiplicação bacteriana na clara e em suas preparações seja devida aos fatores antibacterianos nelas presentes (Garibaldi, 1959; Board, 1966).

Os resultados do efeito da desinfecção em duas soluções desinfetantes sobre a contagem bacteriana e de SE da casca de ovos são apresentados na Tab.4, O composto contendo quaternários de amônia (400ppm do princípio ativo) foi mais eficiente que o composto clorado (50,2ppm) na redução da contaminação por SE e por mesófilos totais da casca dos ovos.

Ambos os desinfetantes foram eficazes na redução, mas não na eliminação total dos contaminantes da casca. Esses resultados são semelhantes aos de outros autores (Worley et al., 1992; Kuo et al., 1997). A legislação brasileira permite somente o uso de produtos clorados até a concentração de 50ppm e solução aquecida.

Ovos destinados à fabricação de massa ou à desidratação devem ser previamente lavados em água corrente (Brasil, 1997). Outras normas gerais de higiene vêm sendo sugeridas pela vigilância sanitária brasileira (Centro., 1998, 1999). Na maioria das vezes, as granjas não realizam desinfecção da casca dos ovos e, alguma vezes, quando limpam a casca, o fazem com água fria sem desinfetantes.

CONCLUSÕES A ocorrência de Salmonella enteritidis em 12 e 4 (9,6 e 3,2%) amostras de casca e gema, respectivamente, como único sorovar, em ovos comerciais tomados ao acaso no mercado no período de janeiro a março de 1995, é considerada como muito alta e deve ser motivo de preocupação pela vigilância sanitária.

Ovos experimentalmente contaminados por contato com maravalhas mantiveram a SE na casca mesmo quando mantidos em boas condições de armazenagem, em todo o período experimental de 504 horas. Nesse período houve translocação da SE da casca para a gema. Clara de ovos e suas preparações não constituem substrato ideal para a multiplicação de SE.

BARROW, P.A. Salmonella control – past, present and future. Avian Pathol., v.22, p.651-669, 1993. BOARD, R.G. The course of microbial infection of the hens egg.J. Appl. Bacteriol., v,29, p.319-341, 1966. BRADSHAW, J.G., SHAH, D.B., FORNEY, E. et al. Growth of Salmonella enteritidis in yolk of shell eggs from normal and seropositive hens.J. Food Protec., v,53, p.1033-1036, 1990. BRASIL. Regulamento da inspeção industrial e sanitária de produtos de origem animal. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento.1997.p.160-167. CENTRO DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Portaria CVS-13/98 de 30/7/98. Manual de procedimentos e condutas para controle higiênico e sanitário em estabelecimentos de alimentos. São Paulo, 1998.p.26-30. CENTRO DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Portaria CVS-6/99 de 10/3/99. Regulamento técnico sobre os parâmetros e critérios para o controle higiênico sanitário em estabelecimentos de alimentos. São Paulo, p.26-27, 1999. FERREIRA, A.J.P., ITO, N.M.K., BENEZ, S.M. et al. Infecçăo natural e experimental por Salmonella enteritidis em pintos. In: CONFERĘNCIA APINCO DE CIĘNCIA E TECNOLOGIA AVÍCOLAS. Anais Campinas: FACTA, 1990.p.171. GARIBALDI, J.A. Factors in egg white with control growth of bacteria. Albany: Western Regional Research Laboratory, 1959.p.337-344. HAMMACK, T.S., SHERROD, P.S., BRUCE, V.R. et al. Research note: Growth of Salmonella enteritidis in grade A eggs during prolonged storage. Poult. Sci., v.72, p.373-377, 1993. IRINO, K, FERNANDES, S.A., TAVECHIO, A.T. et al. Progression of Salmonella enteritidis phage type 4 strains in Săo Paulo State, Brazil. Rev. Inst. Med. Trop.S. Paulo, v.38, p.193-196, 1996. KUO, F.L., KWON, Y.M., CAREY, J.B. et al. Reduction of Salmonella contamination on chicken egg shells by a peroxidase-catalyzed sanitizer.J. Food Sci., v,62, p.873-884, 1997. LANGONI, H., PRADO, R.A.T., PINTO, J.P.A.N. et al. Isolamento de salmonelas em ovos de galinha oferecidos no comércio de Botucatu – S.P. Hig. Alimentar, v,9, p.45-47, 1995. LIRIO, V.S., SILVA, E.A., STEFONI, S. et al. Freqüęncia de 17 sorotipos de Salmonella isolados em alimentos. Hig. Alimentar, v.12, p.36-42, 1998. NOORDHVIZEN, J.P., FRANKENA, K. Salmonella enteritidis : clinical epidemiological approaches for prevention and control of Salmonella enteritidis in poultry production. Int.J. Food Microbiol., v.21, p.131-143, 1994. SPACKMAN, D. Salmonella in poultry in the U.K. Observations and actions, WESTERN POULTRY DISEASE CONFERENCE, 1989, Sacramento, Proceedings.s.n., 1989.p.207-210. SHAH, D.B., BRADSHAW, J.G., PEELER, J.T. Thermal resistance of egg-associated epidemic strains of Salmonella enteritidis J. Food Sci., v.56, p.391-393, 1991. SILVA, E.N. Salmonella enteritidis em aves e saúde pública. Hig. Alimentar, v.9, p.7-13, 1995. SILVA, N., JUNQUEIRA, V.C.A., SILVEIRA, N.F.A. Manual de métodos de análise microbiológica de alimentos Săo Paulo: Varela, 1997.295p. STADELMAN, W.J. The preservation of quality in shell eggs In: STADELMAN, W.J. Egg science and technology 3.ed. Westport: AVI, 1986.p.63-96. TAUNAY, A.E., FERNADES, S.A. TAVECHIO, A.T. et al. The role of Public Laboratory in the problem of Salmonellosis in Săo Paulo, Brazil. Rev. Inst. Med. Trop. Săo Paulo, v.38, p.119-127, 1996. TAUXE, R.V. Emerging foodborne diseases: An evolving public health challenge. Centers Dis. Control Prevention, Atlanta, Special Issue, v.3, 12p., 1997. WORLEY, B.S., WHEATLEY, W.B., LUTEN, S.D. et al. Inactivation of Salmonellaa enteritidis on shell eggs by novel N-halamine biocidal compounds.J. Ind. Microbiol., v.11, p.37-42, 1992.

* Autor para correspondência E-mail:

Publicação nesta coleção 08 Fev 2001 Data do Fascículo Dez 2000

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Como saber se um ovo está com salmonella?

Boia ou afunda? – Uma forma rápida e eficaz de identificar se um ovo está bom ou não para uso é por meio de um experimento. Basta colocar água fria em um copo e adicionar o ovo. Se ele boiar, é sinal de que não está mais próprio para o consumo e, assim, deve ser descartado.

Além disso, antes de utilizar o ovo, confira se a casca está intacta. Caso ela esteja com rachaduras, o melhor a se fazer é jogar fora. Isso porque a casca rachada pode ser um sinal de que o alimento está contaminado com o vírus da salmonella. Além dessas estratégias para entender como saber se o ovo está estragado, existem formas de evitar que o alimento apodreça.

Primeiramente, ao chegar do supermercado, não lave o alimento. A prática, apesar de parecer higiênica, aumenta o risco de contaminação, uma vez que elimina a camada superficial e protetora da casca. Além disso, o procedimento também diminui o tempo de validade do produto.

  • O essencial é guardá-los na geladeira (fora da embalagem com a qual o alimento foi comprado e não na porta) e deixá-los longe de alimentos com odor marcante.
  • Por fim, a forma mais saudável de consumir os ovos é por meio do cozimento deles.
  • Entretanto, é possível prepará-los de outras maneiras, desde que haja cuidado para não consumi-los crus ou malcozidos.

Leia mais: Codornas nascem em mercado: como é possível?

Quanto tempo os ovos podem ficar fora da geladeira?

Por quanto tempo posso guardar os ovos? – Se você tem dúvidas em relação ao prazo de validade do ovo, lembre-se de que essa informação está presente na embalagem. Nunca se esqueça de conferir a data de vencimento! Uma boa dica é anotar essa data de validade em uma etiqueta e colocá-la no local onde você vai guardar os ovos na geladeira, para evitar o esquecimento e não haver dúvidas.

  • De modo geral, o ingrediente dura até 60 dias dentro da geladeira.
  • Esse prazo é contabilizado a partir do dia da postura (quando a galinha bota o ovo).
  • Porém, fora da geladeira, sem a refrigeração adequada, a validade pode sofrer variações, especialmente em dias mais quentes.
  • Quando a temperatura está mais amena, fora da geladeira, os ovos brancos podem durar até 30 dias, enquanto os vermelhos podem durar 25.

De qualquer forma, é importante que você observe outras características que garantem que o ovo está próprio para consumo, como o odor do ingrediente – que não pode ser forte! -, além da aparência da casca, que deve intacta, sem trincos nem manchas.

Como saber se o ovo é novo ou velho?

Como saber se o ovo está bom: teste da água – Esse teste popular e muito eficiente para saber se o ovo está bom consiste em colocar o ovo em um recipiente cheio de água. Pode ser um copo ou uma vasilha funda. Os ovos que estão frescos devem afundar horizontalmente na água; os que ainda estão bons, mas já não estão tão frescos, podem ficar inclinados no fundo do copo; já os ovos estragados e podres devem flutuar na água.

O que fazer com ovos vencidos?

P or vezes, as datas de validade são apenas indicadores de qualidade. Não significa logo que um produto está estragado. É o que acontece com os ovos, por exemplo. A data pode já ter passado e os ovos continuam bons para serem consumidos. Leia Também: The Yeatman.

Os novos pratos Michelin com vista para o Douro O portal Reader’s Digest, tentou perceber o que pode acontecer a quem come ovos fora do prazo de validade. Uma das questões trata-se de perceber se o ovo está ou não estragado. Se notar alguma coloração ou cheiro depois de abrir, o melhor é não cozinhar.

De uma forma rápida pode também fazer o teste num copo com água. Se for ao fundo, indica que está bom. Já se boiar é sinal que se formou ar no interior e que não o deve consumir. A data de validade é indicativa e está tanto nas caixas como marcada nos próprios ovos.

  1. Comer ovos fora do prazo não é sinal, à partida, que estejam estragados, por isso podem ser usados para cozinhados.
  2. Só se estiverem estragados é que será problemático.
  3. A salmonela é uma das consequências.
  4. Segundo o portal, os efeitos como diarreia, vómitos e febre podem demorar entre 12 a 72 horas.
  5. Se permanecerem entre quatro a sete dias, pode ter criado alguma inflamação mais grave.

É raro, mas pode acontecer. O melhor, nesta situação, é consultar um médico. Leia Também: É seguro comer ovos mal cozidos? Saiba o que dizem os especialistas Todas as Notícias. Ao Minuto. Sétimo ano consecutivo Escolha do Consumidor para Imprensa Online.

Pode usar ovo velho?

Levando em conta que ovo estragado faz mal e pode gerar uma intoxicação alimentar bem grave, é muito importante saber como identificar o aspecto de um ovo fresco. Depois de quebrá-lo, o ideal é que você perceba o cheiro (que não deve estar azedo) e também a consistência da gema e da clara.

Porque o ovo não pode ficar na porta da geladeira?

Por que não guardar ovo na porta da geladeira? Chef de cozinha explica risco Dicas Da Redação 04/07/2023 • 16:19 – Atualizado em 04/07/2023 • 16:22 Você sabia que o lugar correto de guardar os na geladeira não é na porta? É o que revela o chef de cozinha Rogério Holanda, do programa, O expert explica que o armazenamento incorreto do ingrediente pode trazer riscos à saúde. Quer saber mais? Confira abaixo: “O pior lugar para armazenar os ovos é na porta da geladeira.

  1. Coloque-os dentro, junto com os demais alimentos”, afirma o chef.
  2. Se você coloca os ovos na porta da geladeira, com o ‘abre e fecha’, eles ficam suscetíveis à variação de temperatura.
  3. Os ovos são organismos vivos e podem estragar”, completa.
  4. Para evitar o consumo de alimentos contaminados, mantenha os ovos sempre refrigerados.

Rogério Holanda dá dica: use um organizador de ovos para guardá-los com cuidado na parte mais alta da geladeira, onde a temperatura é menor. O segredo de Rogério Holanda para não comprar o produto estragado consiste em jogar luz no ingrediente. Se o ovo ficar “aceso”, parecido com uma lâmpada, ele está próprio para consumo; caso fique apagado, fosco, ele está podre.

  1. Ligue a lanterna do seu celular;
  2. Ilumine a base do ovo;
  3. Se o ovo “acender”, como uma lâmpada, ele está fresco e pronto para ser consumido;
  4. Se o ovo ficar apagado, ele está podre.

: Por que não guardar ovo na porta da geladeira? Chef de cozinha explica risco

Pode comer ovo guardado na geladeira?

Apesar de ser comum guardar o ovo na geladeira, muita gente fica na dúvida se essa é realmente a melhor forma de armazenamento, afinal, no supermercado ele é encontrado em gôndolas, longe de ambientes refrigerados. De acordo com regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os ovos devem ser mantidos em baixas temperaturas, ou seja, o ideal é que eles fiquem na geladeira.

Pode congelar o ovo?

Pode congelar ovos? – É permitido congelar o ovo, no entanto, é preciso prepará-lo antes. Para começar, o ovo cru, com casca, não pode ser congelado. Caso você coloque o ingrediente sem nenhum preparo, ele passa a produzir mais líquido e pode rachar, chegando a “explodir” dentro da sua geladeira.

Como saber se um ovo está com salmonella?

Boia ou afunda? – Uma forma rápida e eficaz de identificar se um ovo está bom ou não para uso é por meio de um experimento. Basta colocar água fria em um copo e adicionar o ovo. Se ele boiar, é sinal de que não está mais próprio para o consumo e, assim, deve ser descartado.

Além disso, antes de utilizar o ovo, confira se a casca está intacta. Caso ela esteja com rachaduras, o melhor a se fazer é jogar fora. Isso porque a casca rachada pode ser um sinal de que o alimento está contaminado com o vírus da salmonella. Além dessas estratégias para entender como saber se o ovo está estragado, existem formas de evitar que o alimento apodreça.

Primeiramente, ao chegar do supermercado, não lave o alimento. A prática, apesar de parecer higiênica, aumenta o risco de contaminação, uma vez que elimina a camada superficial e protetora da casca. Além disso, o procedimento também diminui o tempo de validade do produto.

O essencial é guardá-los na geladeira (fora da embalagem com a qual o alimento foi comprado e não na porta) e deixá-los longe de alimentos com odor marcante. Por fim, a forma mais saudável de consumir os ovos é por meio do cozimento deles. Entretanto, é possível prepará-los de outras maneiras, desde que haja cuidado para não consumi-los crus ou malcozidos.

Leia mais: Codornas nascem em mercado: como é possível?

Como é a brincadeira do ovo podre?

Um dos participantes deve ficar de fora, com uma bola na mão. Ele gira em torno da roda cantando: ‘Olha, o ovo tá podre ‘ e todos na roda respondem: ‘Está fedendo’. O participante com a bola pergunta: ‘Onde eu coloco?’ e o grupo responde: ‘Na lata do lixo’.

Como descartar um ovo podre?

Como descartar ovo podre – Se você identificou o ovo estragado e não quer que a sua casa fique empesteada com o cheiro desagradável, a melhor opção de como descartar ovo podre é jogá-lo no vaso sanitário. Se o ovo foi quebrado em alguma superfície ou no chão e você não sabe como tirá-lo dali sem fazer meleca, cubra-o com um punhado de sal para que a mistura endureça e você consiga tirá-lo com uma vassoura.

Quanto tempo os ovos podem ficar fora da geladeira?

Por quanto tempo posso guardar os ovos? – Se você tem dúvidas em relação ao prazo de validade do ovo, lembre-se de que essa informação está presente na embalagem. Nunca se esqueça de conferir a data de vencimento! Uma boa dica é anotar essa data de validade em uma etiqueta e colocá-la no local onde você vai guardar os ovos na geladeira, para evitar o esquecimento e não haver dúvidas.

De modo geral, o ingrediente dura até 60 dias dentro da geladeira. Esse prazo é contabilizado a partir do dia da postura (quando a galinha bota o ovo). Porém, fora da geladeira, sem a refrigeração adequada, a validade pode sofrer variações, especialmente em dias mais quentes. Quando a temperatura está mais amena, fora da geladeira, os ovos brancos podem durar até 30 dias, enquanto os vermelhos podem durar 25.

De qualquer forma, é importante que você observe outras características que garantem que o ovo está próprio para consumo, como o odor do ingrediente – que não pode ser forte! -, além da aparência da casca, que deve intacta, sem trincos nem manchas.